quinta-feira, 9 de junho de 2011

Matador Americano no Bonocô

O Jeca não é assim: ele está assim. Já nos anos 30, Monteiro Lobato desmistificou a imagem que vigorava na época de que o trabalhador não era um indivíduo preguiçoso e sim um parasitado crônico e fraco. As endemias rurais associadas à omissão das autoridades médico-sanitaristas eram, na verdade, a causa desse problema. Necator americanus (família ancylostomidae) era o vilão da história, apesar do autor se referir às várias parasitoses que assolavam a população. Esse parasito, também conhecido como amarelão, é um sugador nato de nutrientes do organismo humano e causa um quadro de anemia e fraqueza geral no indivíduo parasitado. Necator americanus significa matador americano.

Pois bem pessoal, existe um parasito bem parecido com o Necator habitando o intestino de um hospedeiro e ele é gigante (tem 12 metros), e eu chamei ele de verdão. O hospedeiro também é grande. Acabando com as voltas, o nosso parasito é o metrô de Salvador que suga muito dinheiro da população que acaba sendo o hospedeiro. Pensei nessa analogia, ao assistir uma reportagem que informava que os gastos já haviam ultrapassado os 700 milhões de reais (mais do que o dobro do orçamento previsto), e que eram necessários mais R$ 89 milhões para terminar o projeto que foi encurtado em 6 quilômetros. É uma máquina de arrancar dinheiro da população, que está aos olhos de quem quiser ver, não está escondido de ninguém, o que torna a situação mais calamitosa ainda. Quanto dinheiro o povo da Bahia não perdeu nessa rede de incompetência, corrupção, descaso e impunidade que vem se arrastando há mais de 10 anos!

O projeto falido tem hoje 6 quilômetros de extensão (começa na Rótula do Abacaxi e termina no campo da pólvora) e não vai resolver em nada os problemas de transporte que a cidade possui. A população que mora nos bairros populosos e sofre com ônibus superlotados, imundos e com atrasos, não se beneficia em nada com isso; esse abacaxi que a população vai descascar só fez o dinheiro público ser jogado mais uma vez no ralo da casa de alguns usurpadores que sugam de forma descarada a decência de pais e mães de família que suam para conseguir ter uma vida digna. É um tapa na cara das pessoas decentes desse estado tão bonito, que não consegue ter representantes do povo sérios e comprometidos com a melhoria da sociedade e sim comprometidos com o enriquecimento ilícito e com a certeza de que a impunidade está sempre ao lado deles. Enquanto isso, as escolas sofrem com a falta de merenda escolar, de materiais e de professores; os próprios professores recebem um salário irrisório para “salvar” o Brasil; jovens não conseguem entrar no mercado de trabalho, pois não tem qualificação; e a cada dia perdemos a guerra contra as drogas, que ceifam vidas e famílias. Isso cria problemas em várias áreas. E as autoridades alegam que falta dinheiro para fazer tanto: Alegam que “os recursos são escassos para tantas necessidades”. Mas eu digo o que está faltando: Falta moralidade, falta caráter, falta seriedade, falta compromisso com o povo. Os recursos estão escassos porque as verbas são desviadas, investidas em projetos inviávies e em propagandas para alienar a população. E muda o partido que comanda o governo mas o metrô não muda pois não há ninguém disposto dar um fim nisso, é um “intestino cheio de nutrientes para o verme sugar”. Fica a pergunta: Vai parar mesmo nesses 89 milhões? Vou responder logo: Não! Nunca!

Para terminar, as “autoridades baianas” estão discutindo outra forma de desafogar o trânsito de Salvador (metrô não!!), a copa vem aí e não se pode fazer feio para o mundo, só para o povo local. Um dos projetos que estão sendo avaliados é a implantação do aeromóvel (pesquisem depois) e aí vem o problema. No mundo apenas um lugar possui esse transporte funcionando que é Jacarta, na Indonésia. No Brasil, Porto Alegre tentou implantar mas não deu certo (não sei o porque), o projeto foi abandonado depois de construído uma parte. As “autoridades baianas” querem trazer para cá os engenheiros que não conseguiram fazer o projeto funcionar lá, para ele funcionar aqui!! Custo inicial do projeto: 90 milhões de reais!! E aí eu já posso fazer até mais uma analogia: Como é aero, o parasito agora pode ser o nosso querido Aedes aegypti e o parasitado vai ser de novo nós, a população!! Iemanjá e irmã Dulce nos protejam porque vem merda aí. Abraços a todos.

Salvador, 08/06/11 ás 06h:45min

Vinícius Portugal

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Fazendeiro é principal suspeito por morte de ativistas

A Polícia Civil paraense divulgou o nome do principal suspeito pelo assassinato do casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, ocorrido em 24 de maio. O fazendeiro José Rodrigues teve prisão preventiva solicitada à Justiça da Comarca de Nova Ipixuna. Segundo a polícia, foi ele quem encomendou o crime aos pistoleiros. A recompensa pelas mortes: 5 mil reais.

Os retratos falados de dois assassinos já foram divulgados pela Polícia Civil com base em testemunhas que viram dois homens seguindo para o assentamento às 5h30 e retornando algumas horas depois. Nenhuma prisão foi efetuada até o momento. É provável que os dois criminosos tenham deixado a região pelo Rio Tocantins.

A investigação aponta que Rodrigues tinha conflitos com o casal por conta de disputas agrárias. O fazendeiro comprou lotes de terras para expansão de sua criação de gado, mas a área era destinada a assentados. José Cláudio teria dito que a região não poderia ser vendida e que, se assim fosse, ele mesmo impediria a venda. Segundo a Polícia, o líder ordenou que demais assentados permanecessem no local.

Acompanhado pela polícia de Nova Ipixuna, Rodrigues foi até o assentamento expulsar agricultores dos lotes. Ao tomar conhecimento do fato, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) informou que as terras pertenciam aos assentados. Segundo testemunha, irritado por ter perdido as terras, o fazendeiro disse que José Cláudio e Maria pagariam caro por isso.

O casal não aceitava que assentados permitissem a exploração ilegal de madeira – postura que dividia as famílias do assentamento.

Fonte:http://www.cartacapital.com.br/politica/fazendeiro-e-principal-suspeito-por-morte-de-ativistas

Milhares marcham pela liberdade em São Paulo

Mais de 5 mil pessoas participam de marcha contra a repressão e pela liberdade de expressão no sábado, 28 de maio, passando por cima de censura do TJ

Por Gabriela Moncau

marchaliberdadeCerca de 5 mil pessoas se reuniram na Av. Paulista no dia 28 de maio para protestar contra a violência policial e pela liberdade de expressão. Artistas, organizados, independentes, feministas, negros, homossexuais, palhaços, maconheiros, escritores, antiproibicionistas, estudantes, trabalhadores, bicicleteiros, professores, políticos, anarquistas, comunistas. A lista dos que foram às ruas diante da constatação de que a liberdade está cada vez mais escancaradamente sendo privada da população é extensa.

O estopim foi a violenta repressão policial na Marcha da Maconha de São Paulo, dia 21 de maio, que diante de uma liminar assinada pelo desembargador Teodomiro Mendez, teve sua realização proibida. Mesmo censurando os cartazes e mudando o caráter da marcha para liberdade de expressão, os manifestantes foram duramente reprimidos pela Tropa de Choque da Polícia Militar e pela Guarda Civil Metropolitana. Saldo final? Muitos feridos, 9 detidos, dois tenentes afastados pelo Geraldo Alckmin que teve de dar alguma explicação pública diante da indignação da população em geral. Mas mais que isso: uma revolta que se espalhou e encontrou eco em uma série de coletivos, movimentos e pessoas que também não mais aguentam a naturalização da porrada por parte do Estado a cada vez que a sociedade civil ocupa os espaços públicos para se manifestar a respeito de qualquer assunto. Nasce daí a Marcha da Liberdade.

Como reivindicações principais a Marcha da Liberdade levanta a defesa pela regulamentação do uso de armas menos letais (bala de borracha, spray de pimenta, bomba de efeito moral, etc.) pela polícia em manifestações sociais; liberdade de organização e expressão; contra a repressão e a violência policial em qualquer âmbito da sociedade; contra o fascismo que tomou conta do estado de São Paulo (por parte do Estado, da polícia e de grupos neonazistas que têm aparecido com mais frequência). A partir dessas pautas centrais, a marcha abriu espaço para que cada indivíduo, organização, movimento, etc., incluísse suas reivindicações específicas.

Por incrível que pareça, no entanto, proibiram também a liberdade. No final da tarde de sexta-feira, 27 de maio (um dia antes da Marcha da Liberdade), o Tribunal de Justiça de São Paulo soltou um mandado de segurança proibindo a realização da marcha, sob alegação de que seria uma Marcha da Maconha disfarçada. O processo era o mesmo da liminar que proibiu a manifestação pela legalização da erva, e o pedido para essa segunda proibição foi feito pelo mesmo promotor, Walter Tebet Filho. O desembargador que assinou o mandado dessa foi vez foi Paulo Antonio Rossi. Teodomiro Mendez, apesar de ser um dos juízes responsáveis pela análise do processo, não colocou seu nome ao final do despacho – nome esse um tanto quanto desgastado de umas semanas para cá, desde que a imprensa tornou pública sua condenação por espancamento em 1999, pela qual sua pena prescreveu.

Citando a famosa frase de Cecília Meireles, “Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta / não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”, os organizadores da Marcha da Liberdade soltaram um comunicado reiterando que a concentração no MASP às 14h estava mantida: “Para a infelicidade dos promotores e desembargadores responsáveis pelo mandado de segurança, o movimento político que se constituiu em torno da Marcha da Liberdade é forte, e não silenciará sua revolta – cada vez mais justificada – frente ao cerceamento das liberdades por parte do poder público”.

“Não perderemos tempo explicando que somos um movimento muito mais amplo do que a Marcha da Maconha, pois certamente não só toda a sociedade sabe disso como também o sabem os desembargadores que proíbem o evento na mais pura má fé. Não reivindicaremos a Constituição, a livre expressão nem a reunião que acordou a realização da Marcha com a Polícia Militar na quinta feira, com presença de diferentes setores do poder público”, afirmaram, terminando com uma certeza: “O autoritarismo será respondido. Estaremos nas ruas, que são nossas, de forma pacífica e firme. Governador Geraldo Alckmin e comando da PM, a possibilidade de evitar uma violência que não interessa a ninguém (talvez apenas aos desembargadores) está em suas mãos. O país todo estará pronto para cobrá-los”.

De fato, o governador não tinha interesse que houvesse mais uma pancadaria em uma manifestação pacífica para deixá-lo mais uma vez em má situação, um ano antes das próximas eleições. Ao mesmo tempo, não poderia publicamente ir contra uma medida judicial. Cartazes como “A ditadura foi revelada”, “Libertar o direito de pensar”, “Marchar contra a repressão é um dever cívico”, “Nada pueden bombas donde sobra corazón” e “É proibido proibir” demonstraram que a proibição do TJ só alimentou a indignação dos que ocuparam as ruas para gritar basta. Duzentos e cinquenta policiais militares e um contingente da Tropa de Choque foram mobilizados para a Av. Paulista na manhã do dia 28.

Na negociação entre os organizadores da Marcha da Liberdade e o Major Félix (responsável pela operação policial), foi mantido o acordo que havia sido feito três dias antes em reunião entre os mesmos. Os manifestantes marchariam ocupando as ruas, os policiais fariam a proteção e o trajeto estava mantido. “Que fique claro que não estamos desrespeitando nenhuma ordem judicial”, reiterou o Major algumas vezes. A argumentação da PM foi de que desde que não houvesse nenhum material fazendo alusão a drogas, o mandado de segurança estava sendo considerado.

Diferente da semana passada, quando um acordo praticamente idêntico foi feito com a polícia minutos antes do choque avançar sobre a manifestação, a Marcha da Liberdade aconteceu com tranquilidade. Pequenos incidentes como quando integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) estenderam uma grande faixa no Conjunto Nacional com os dizeres “o aumento do ônibus continua um roubo / Tribunal de Justiça faça justiça social já / Impugnação do aumento” e foram repreendidos pelos seguranças do prédio e quando dois punks agrediram o carro da Rede Globo e foram levados ao 4º DP foram os únicos casos de registro de algum tipo de tensão durante a manifestação.
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Ao passar em frente ao cemitério da Consolação, os manifestantes emudeceram seus tambores e gritos de ordem, levantaram seus dedos e isqueiros e fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos mortos pela violência policial, bem como a José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, lideranças do projeto agroextrativista em Nova Ipixuna (PA) assassinados dia 24 de maio, e Adelino Ramos, sobrevivente do Massacre de Corumbiara (RO) assassinado em uma emboscada dia 27 de maio.

Os temas dos gritos de ordem passaram pela legalização das drogas, do aborto, repúdio ao veto do kit anti-homofobia, contra o código florestal, repúdio ao aumento do ônibus, respeito aos ciclistas, entre outros. Frases como “Kassab sem vergonha, o busão tá mais caro que a pamonha”, “O busão é uma droga, vamos fumar o busão”, “Direito ao próprio corpo, legalizar o aborto”, “Puta que pariu, 2011 tem censura no Brasil”, “Chega de polícia que mata”, “Dilma, que traição, trocou o kit pela corrupção”, “Sou veada e sou negra, sou comunista e maconheira”, “Vem pra rua, vem, contra a censura” foram algumas das que se ouviram no trajeto do MASP até a praça da República, no Centro.

O movimento já marcou nova manifestação. O dia 18 de junho foi tirado como data nacional para marchas da liberdade. Em menos de 24h ela já começou a ser organizada em Brasília, Belém, Fortaleza, Belo Horizonte e Bauru. Em São Paulo, a próxima reunião organizativa da Marcha da Liberdade será domingo (5), às 15h no Centro Cultural São Paulo, e é aberta.

Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/

terça-feira, 7 de junho de 2011

Comentário do cientista político Carlos Novaes feita no jornal da Cultura de 27/05/11 sobre a "tênue" ligação entre a morte dos ambientalistas e a aprovação do novo código florestal.
acessem o link abaixo e vejam o vídeo, muito relevante.


http://www.youtube.com/watch?v=a-fMYKy4QpY

Saudações aos amigos andarilhos

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Meus amigos(as), mais loucuras dessa mente inquieta!

Hoje, ao conversar com amigos acerca das animalescas mortes de ambientalistas , defensores da Floresta Amazônica, ouvi de um esclarecido cidadão que: ” Esse é o preço que se paga, por ser ambientalista no Brasil.” Imediatamente, como que por ato de vontade, meu instinto de reflexão foi ativado, então comecei a indagar me acerca da afirmação. Partindo-se do pressuposto que apenas se estabelece preço em relações comerciais em que um item está à disposição, ou em oferta para o consumidor e a esse item chama-se coisa, bem ou mercadoria!

O inciso III do artigo 1º da Constituição Federal de 1988, elenca taxativamente a Dignidade da Pessoa Humano coma sendo um dos fundamentos da República Federativa do Brasil. Vinte e três anos transcorreram-se desde a sua promulgação, pelo Poder Constituinte Originário, emanado do povo brasileiro, Cinco presidentes já estiveram à frente da Poder Executivo Federal e ao que parece até o presente momento inúmeros dos fundamentos e objetivos da nossa república estampados em nossa Carta Magna ainda não foram atingidos à contento. Apenas à guisa de ilustração, está elencado no rol dos Objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil a erradicação da pobreza, entretanto, ainda hoje, segundo dados oficiais(oficiosos) do IBGE ainda temos 16,2 milhões de brasileiros em situação de miséria/pobreza extrema.

Após, pensar no “preço que se paga” por ser ambientalista no Brasil e fazer um paralelo com o que rege a Lei Suprema de nossa Nação constatei a gravidade do problema, que, ao que parece, é tratado, pelos nossos coetâneos como mais uma manchete chocante de jornal. Mas é fatídico que ao derredor dessa discussão algumas questões pontuais se apresentam, as quais merecem a análise e exegese adequada, para tentarmos compreender porque em um país com tantas Leis, com cerca de 2.100 tipos penais vigentes na legislação cogente, ainda mata-se seres humanos, ceifando vidas, pura e simplesmente por estarem, aqueles extintos seres humanos, lutando em prol do Meio Ambiente. Em qualquer país sério do mundo defensores do meio ambiente são exaltados e ganham as honrarias pertinentes por tais atos, entretanto aqui no Brasil onde se vive em um Estado Democrático de Direito, os criminosos matam brutalmente pessoas inocentes que estão agindo em prol da coletividade e ainda diz-se que, estes que perderam a vida pagaram um preço.

Não podemos considerar, partindo de premissas lógicas, humanas, éticas e morais que estas pessoas pagaram preço por serem ambientalistas, não mesmo! Primeiro por tratarem-se de vidas humanas, as quais não se quantizam a sua perda por preço, obviamente por não se tratar de mercadorias; Segundo por que neste discurso há uma clara inversão de valores (a semiótica explica). Se diante de uma conjuntara dessa Natureza há algo a se pagar, deve-se determinar penas impostas pelas Leis do nosso país aos criminosos/bandidos/desumanos que cometeram tamanha barbárie.

Não há nenhum problema em ser ambientalista, defender a bandeira de um meio ambiente equilibrado para a saudável qualidade de vida da coletividade não deve ser visto como nenhum fardo e sim como uma virtude desenvolvida em prol da coletividade. Contudo, em um país onde as atividades econômicas desenvolvidas desde os primórdios, com a colonização, foram feitas em moldes extrativistas, sempre considerando o meio ambiente uma fonte de riquezas a ser explorada, sem nenhum plano de manejo, sem nenhuma perspectiva de sustentabilidade ou até mesmo em alguns casos encarado-o como sendo um óbice ao progresso, erguer a bandeira de ambientalista significa expor-se à saga infeliz dos covardes.

A Falácia está posta diante de nós, pois o modelo econômico que prega que o meio ambiente apresenta-se como sendo um empecilho, está estacado numa lógica de mercado que enxerga nos recursos ambientais um entrave. Sim, as demandas humanas crescem cada vez mais e a sociedade do consumo exige cada vez mais elevados índices de produção, enquanto que os recursos ambientais, estes são esgotáveis e já encontram-se, muitas vezes, em estado de escassez.

O Brasil possui cerca de cinco biomas perfeitamente definidos dentre os quais um existe apenas aqui em solo nacional e não está muito longe de nós: A Mata Atlântica, bioma responsável pela maior biodiversidade do planeta, significando dizer que é a maior pluralidade de seres vivos (fauna e flora) do mundo, e mesma com a relevância desse bioma, apenas subsiste cerca de 7% da sua cobertura vegetal original. Tais dados e a forma como está organizada a produção na sociedade de consumo talvez possam dar-nos pistas do porque que Vidas Humanas ainda são retiradas, ao arrepio da legislação, por serem apenas defensores ambientais.

A vida na sociedade “pós moderna” tem se restringido à consumir, comprar, adquirir, o que denota que, por exemplo, se temos uma área com cobertura vegetal como acontece com a Floresta Amazônica ela precisa ser devastada, para que sua lenha sirva para abastecer o setor industrial, a construção civil etc, a área onde existia essa cobertura vegetal possa servir ao plantio da soja (responsável por manter a balança comercial favorável, uma vez que exporta-se o grão gerando assim receita aos cofres públicos e vultuosos lucros ao setor privado!?!), ou seja deixar a mata de pé significa perder espaço supostamente agricultável e por conseqüência perder capital. E para o “economez” continua soando bonito falar-se em Superávit Primário e em propensão marginal ao consumo, Nada contra os economistas, tenho bons amigos que são letrados nessa importante cátedra.

Mas, aproxima-se a data ilustrativa do dia do Meio Ambiente (dia 05 de junho), continuamos com 16,2 milhões de miseráveis, vítimas sociais de um sistema excludente e marginalizante, com apenas 7% do que restou do bioma de maior biodiversidade do mundo: a Mata Atlântica, e não bastasse todas essas mazelas ainda assistimos, boquiabertos, a prática de uma nova modalidade de delito: O Racismo Ambiental, ceifar a vida de ambientalistas. Esse cenário macabro faz-me lembrar de uma tela pintada sutilmente pelo ilustre artista plástico russo Viktor Vasnetsov, intitulada “A princesa que nunca sorriu”, assim encontra-se a pátria à míngua de razões para sorrir!

Por Leonardo Santos
Ruy Barbosa, 01 de junho de 2011.

Quem tiver interesse em saber mais sobre o assassinato do ambientalista pode acessar o link abaixo.

http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/os-ultimos-momentos


IBGE divulga dados demográficos mais detalhados do Censo 2010; mais de 16 milhões de domicílios vivem com até um salário mínimo.

É notório o crescimento do nosso país nos últimos anos, a taxa de desemprego na verdade caiu muito, mas ainda somos campeões em desigualdade social, como pode um pais de 190 milhões de habitantes ter um percentual tão grande de habitantes vivendo com apenas 1 salário mínimo.
Quero ler a opinião dos companheiros de luta.

Tem um link abaixo "comentários" click nele e construa sua argumentação sobre o texto destacado.

"Eis que endurecer siempre, mas perder lá ternura jamais" Ernesto Che Guevara

segunda-feira, 30 de maio de 2011

REPASSANDO

A cartilha "O Olho do Consumidor" foi produzida pelo Ministério da Agricultura, com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.

Infelizmente, a multinacional de sementes transgênicas e Agrotóxicos Monsanto obteve uma liminar em mandado de segurança que impediu sua distribuição. O arquivo foi inclusive retirado do site do Ministério (o link está "vazio").

Em autêntica desobediência civil e resistência pacífica à medida de força, estamos distribuindo eletronicamente a cartilha.

Se você concorda com esta idéia, continue a distribuição.

Clique no Link abaixo e veja a cartilha:

www.organicsnet.com.br/wp-content/uploads/cartilha-mapa.pdf

Em que país estamos vivendo companheiros????
Essa é a democracia que queremos???

"Quem não se movimenta, não sente as amarras que o prendem", Rosa Luxemburgo.