O brigadista Hélio da Silva considera a declaração de crime um pouco “precipitada”. Para ele, “tudo indica que foi um ato criminoso, dadas as proporções do ocorrido, mas ainda não foram encontrados indícios nem obtido o laudo pericial”. Proposital ou não, não há dúvidas de que foi o maior incêndio, em proporções, a alcançar uma unidade de conservação em todo o país no ano de 2011. Foi também a maior queimada em toda a história da Floresta Nacional.
sábado, 24 de setembro de 2011
Incêndio destrói um quarto da Floresta Nacional de Brasília
O brigadista Hélio da Silva considera a declaração de crime um pouco “precipitada”. Para ele, “tudo indica que foi um ato criminoso, dadas as proporções do ocorrido, mas ainda não foram encontrados indícios nem obtido o laudo pericial”. Proposital ou não, não há dúvidas de que foi o maior incêndio, em proporções, a alcançar uma unidade de conservação em todo o país no ano de 2011. Foi também a maior queimada em toda a história da Floresta Nacional.
domingo, 18 de setembro de 2011
Estudo reafirma: Florestas primárias são insubstituíveis
15 de Setembro de 2011
Uma equipe internacional de cientistas analisou 138 artigos científicos encontrados em 28 países diferentes e concluiu: quando se trata da manutenção da biodiversidade em áreas tropicais, as florestas primárias são insubstituíveis. Entre todas as possibilidades analisadas, apenas a retirada seletiva de madeira apresentou um impacto considerado pequeno. Ainda assim o efeito sobre a biodiversidade foi negativo. O artigo foi publicado na edição desta quarta-feira (14 de setembro) da revista Nature.
Mais de duas mil possibilidades foram consideradas na análise. “Praticamente qualquer outra alternativa, além das áreas de floresta madura e pouco perturbadas, é um péssimo negócio para a nossa biodiversidade florestal”, afirma o professor Carlos Peres, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, um dos autores do artigo.
De acordo com Peres, uma das lições aprendidas com o estudo é a importância de manter protegidas grandes áreas de floresta primária, ou santuários, como alguns gostam de chamar. “Do ponto de vista da taxa de persistência das espécies de índole florestal, ou seja que preferencialmente usam habitats de floresta, a melhor opção é realmente manter vastas áreas de floresta primaria relativamente intactas”, completa.
Mesmo florestas secundárias (regeneradas), consideradas essenciais para abrigar a biodiversidade, sofrem redução na variedade de espécies em comparação com áreas sem alterações. Segundo Carlos Peres, os dados indicam que o tempo para a recuperação da biodiversidade varia bastante conforme o histórico de perturbação e a paisagem ao redor, mas em alguns casos a diversidade de espécies pode demorar séculos para ser restabelecida.
“Mas em alguns casos, mesmo uma crono-sequência de 500 anos de regeneração florestal ininterrupta, a partir de algum evento de corte raso, não é o suficiente para recuperar a diversidade de espécies de uma floresta primaria original”, afirma o pesquisador. O exemplo clássico é o da floresta Tikal, no norte da Guatemala, uma das sedes do Império Maia Clássico. “Hoje esta floresta parece até bastante vigorosa, mas a composição de espécies de plantas e animais não chega nem perto do que deve ter sido a floresta original da Mesoamérica, que estava lá há milhares de anos, antes da chegada da agricultura dos Maias”.
Para o professor Lian Pin Kon, da Universidade Nacional de Singapura, a retirada seletiva de madeira da floresta pode ser uma estratégia para reduzir ameaças às florestas tropicais, “particularmente onde ela (a floresta) é também rapidamente reduzida em sua extensão”, afirma. Para proteger as florestas tropicais remanescentes do mundo, o estudo sugere também a criação de áreas protegidas e a redução da demanda internacional por commodities, que são obtidas a um custo alto para floresta primárias.
Os autores identificaram uma grande perda de biodiversidade em florestas asiáticas, mas aproveitam para clamar por mais estudos na África, onde está a segunda maior área de floresta tropical do planeta.
Fonte:http://www.oeco.com.br/noticias/25299-estudo-reafirma-florestas-primarias-sao-insubstituiveis
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Quem está certo?
13 de setembro de 2011 às 18:48h
A chanceler Angela Merkel havia estabelecido uma comissão de ética para analisar a questão da energia nuclear após o desastre ocorrido na Usina de Fukushima, no Japão.
O ministro do Meio Ambiente alemão disse que os sete reatores mais antigos do país, que já estavam parados por uma moratória determinada pelo governo, além da Usina Nuclear Kruemmel, não serão reativados.
Outros seis reatores devem ser desligados até 2021 e os três mais novos devem ser desativados em 2022.
“É definitivo. O fim das três últimas usinas nucleares será em 2022″, ressaltou Rottgen.
“Não haverá cláusula para revisão.”
Antes da reunião que decidiu pelo fechamento das usinas nucleares, Angela Merkel advertiu que muitas questões ainda têm que ser consideradas. “Se você quer deixar algo, também tem que provar como a mudança vai funcionar e como podemos garantir o fornecimento duradouro de energia sustentável”, disse ela.
Manifestante protesta contra operação de usinas nucleares após acidente em Fukushima. Foto: Issei Kato/Reuters
domingo, 11 de setembro de 2011
7 de setembro: Temas ambientais fizeram parte da marcha contra a corrupção
09 de Setembro de 2011
As comemorações deste 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil – não se restringiram aos tradicionais desfiles militares. Além da Marcha Nacional contra a Corrupção, Brasília assistiu à 17ª edição do Grito dos Excluídos, com o lema "Pela Vida Grita a Terra. Por Direitos, Todos Nós". De acordo com entidades que participaram do Grito, cerca de 20 mil pessoas estiveram presentes no protesto nas ruas da capital federal, para marchar não somente contra a corrupção, mas também contra a proposta do novo Código Florestal, a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, o uso abusivo de agrotóxicos e os impactos socioambientais e econômicos das obras da Copa do Mundo.
Fonte:http://www.oeco.com.br/noticias/25284-7-de-setembro-temas-ambientais-fizeram-parte-da-marcha-contra-corrupcao
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Em SP, MST ocupa sede do INCRA pela pauta da Reforma Agrária
Na manhã desta quarta-feira, dia 03, cerca de 500 trabalhadores e trabalhadoras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a sede da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), para pressionar o governo em relação à pauta da Reforma Agrária.
Segundo informações do MST, desde o mês de junho, os trabalhos do INCRA estão paralisados, aguardando a nomeação de um novo superintendente. O movimento ficará ocupado até que seja realizada a nomeação e negociação das pautas de reivindicação.
Dentre elas, estão a desapropriação de terras, regularização dos assentamentos já existentes, assistência técnica, crédito para a produção, infraestrutura e negociação das dívidas das famílias assentadas.
O ato também faz parte da Jornada Nacional de Lutas de centrais sindicais e de diversos movimentos sociais.
Veja Nota Oficial do MST:
Toda solidariedade!
MST OCUPA INCRA DE SÃO PAULO
Cerca de 500 trabalhadores e trabalhadoras acampados e assentados do MST do estado de São Paulo ocuparam a sede da Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), na manhã de hoje, 03 de agosto. O ato tem por objetivo pressionar o governo para a pauta da Reforma Agrária.
Desde junho deste ano, os trabalhos do órgão em São Paulo encontram-se completamente paralisados, aguardando a nomeação de um novo superintendente.
A pauta de reivindicações do Movimento no estado é antiga: desapropriação de terras, regularização dos assentamentos já existentes, assistência técnica, crédito para a produção, infraestrutura e negociação das dívidas das famílias assentadas.
Segundo Gilmar Mauro, da Direção Nacional do MST, “O Incra de São Paulo não tem superintendente, não tem assistência técnica proporcional à demanda, não tem dinheiro. É mais fácil perguntarmos o que afinal temos para realizar a Reforma Agrária!”.
A atividade integra a Jornada Nacional de Lutas das centrais sindicais, movimentos sociais e diversas organizações, que realizarão uma série de manifestações durante o mês de agosto. “É preciso compreender que a Reforma Agrária não depende apenas do MST, mas de toda a sociedade. Estamos reivindicando terra sim, mas também um outro modelo de produção que vai contra o que está sendo praticado pelas grandes empresas, com o apoio do Estado brasileiro. Trata-se de discutir se vamos continuar comendo esta comida envenenada, e que tipo de uso queremos dar aos nossos recursos naturais, que estão sendo transformados em mercadoria”, afirma Gilmar.
Além desta ocupação, o MST participa do ato das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais realizado hoje na capital paulista. A pauta integrada contempla, entre outros pontos: 1) Redução da jornada de trabalho, sem redução salarial; 2) Destinação de 10% do PIB para a educação e 3) Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida.
Maria Aparecida e Jade Percassi
Comunicação e Cultura do MST/SP
Entrevista Silvio Tendler:"Nós podemos construir uma agricultura sem agrotóxicos"
Por Raquel Júnia, para a EPSJV/Fiocruz
No dia 25 de julho, foi lançado no Rio de Janeiro o documentário "O Veneno está na Mesa", de Silvio Tendler. Em cerca de 60 minutos, o filme mostra como o país facilita o consumo dos agrotóxicos e como movimentos sociais e setores do próprio governo como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) têm tentado, de formas distintas, alertar sobre o problema.
Com entrevistas de trabalhadores rurais, pesquisadores da área da saúde e diversos dados e informações inéditas, o documentário denuncia casos de contaminação pelo uso de agrotóxicos, inclusive com a morte de um trabalhador, e mostra como é possível estabelecer outro modelo de produção sem o uso de venenos, baseado na agroecologia. Em estreia lotada, com a presença de mais de 700 pessoas, Silvio Tendler pede que o filme circule por todo o país. Como as cópias não serão vendidas, ele autoriza as pessoas a reproduzirem o documentário para que o sinal de alerta chegue a todos os cantos do país e anuncia que em breve o filme também estará disponível na internet. Confira a entrevista concedida à EPSJV/Fiocruz.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=WYUn7Q5cpJ8
Fonte:http://carosamigos.terra.com.br/
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Marina Silva anuncia saída do PV nesta quinta-feira
Por Sérgio Roxo (sergio.roxo@sp.oglobo.com.br) | Agência O Globo
Dos 15 parlamentares verdes, apenas o deputado Alfredo Sirkis (RJ) declarou que vai se licenciar da legenda para seguir Marina. Entre os 14 restantes, há deputados que estão dispostos a manifestar solidariedade à ex-senadora, mas, mesmo assim, seguirão no partido porque almejam disputar as eleições do ano que vem. O grupo de dissidentes do PV não vê tempo hábil para criar uma nova legenda antes do pleito de 2012.
Sirkis prevê que três ou quatro deputados participarão do evento desta quinta, em São Paulo."O grupo irá se dividir. Há aqueles que sairão, há os que vão se licenciar para não colocar em risco os mandatos, como é o meu caso, e há outros que vão seguir no partido por questões eleitorais, mas continuarão lutando pela democracia interna", afirmou o deputado do Rio.
Um dos integrantes desse último grupo descrito por Sirkis é o deputado Dr. Aluízio (RJ), que planeja disputar a prefeitura de Macaé.
"Vou continuar no partido, mas quero deixar claro para a sociedade a minha identificação ideológica com Sirkis, (ex-deputado federal Fernando) Gabeira e Marina. Por isso, vou a São Paulo participar do evento", disse Dr. Aluízio.
Fonte:http://br.noticias.yahoo.com/marina-silva-anuncia-sa%C3%ADda-pv-nesta-quinta-feira-111823586.html